Viva Pelé!

Viva Pelé!

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Eu praticamente vi o Pelé nascer para o futebol

Em 1958, quando ele tinha 17 anos e eu 13, vibrei pra valer quando o filho da dona Celeste e do seu Dondinho começou a despontar no futebol mundial.

O mundo assistia a final da Copa realizada na Suécia, o Brasil jogava contra a anfitriã da festa, assinalando a primeira vez que uma seleção sul-americana disputava o campeonato mundial de futebol contra uma equipe europeia.

Vavá marcou os dois primeiros gols do Brasil, Pelé marcou o terceiro gol logo no começo do segundo tempo, Zagallo fez o quarto e para assinalar o placar de 5 a 2, Pelé fez o golaço final.  

Na hora da volta olímpica pelo gramado, Pelé chorou copiosamente e o estádio o aplaudiu de pé.

A partir de então eu comecei a assistir os jogos do Santos e não demorou muito para trocar o Corinthians pelo time de Pelé, para desespero do meu pai.

Na verdade, eu já nutria uma grande simpatia pelo Santos, porque meu tio Osvaldo, que era investigador de polícia, como havia sido transferido para a cidade de Santos, ele passou a ser escalado para trabalhar nos estádios de futebol em dia de jogo e me levava para dentro do campo. Então, desde os meus 11/12 anos já acompanhava os jogadores santistas bem de perto.  

Depois, por volta dos meus 15 anos, eu conheci o Waldemar, meu amigo até hoje, e nós passamos a ir ao Pacaembu assistir os jogos do Santos, que ganhava de goleada. Eu ficava deslumbrado com as jogadas do Pelé. Jogadas inacreditáveis. (Jamais vou esquecer as dezenas de socos no ar de felicidade a cada gol que você fazia! Sua marca registrada!)

O que o Pelé fazia em campo, arrisco dizer que jamais vai aparecer alguém que consiga fazer igual. Era descomunal.

Um atleta nota 1000, que fez mais de 1000 gols

Ele era um atleta privilegiado, uma explosão física invejável. Quando ele colocava a bola à frente dos pés, ninguém tirava dele. Dificilmente perdia um gol e era altamente vibrante vê-lo jogar.

Não por acaso, Pelé figura em todas as listas de melhores atletas do século 20. Para muitos, é o maior de todos os tempos.

Ele marcou 1.281 gols em 21 anos, foi artilheiro paulista por dez anos consecutivos e tem mais de 60 títulos conquistados, entre eles o tricampeonato mundial pela Seleção Brasileira. Conta-se que seu talento com a bola foi capaz até de parar uma guerra.

Não por acaso também, a Conmebol fez uma homenagem a Pelé, em Doha, durante os jogos da Copa do Mundo 2022 e aproveitou a ocasião para sugerir à CBF uma mudança no uniforme da seleção brasileira, propondo que três das cinco estrelas referentes às conquistas brasileiras na Copa do Mundo sejam substituídas por três corações. A sugestão leva em conta a cidade de nascimento de Pelé, há 82 anos: Três Corações, no interior de Minas Gerais.

Acho muito justo.

Pelé é inspiração, exemplo, símbolo máximo do Brasil, meu maior ídolo, que chutava com a esquerda, com a direita e fazia gol.

Foi eleito o melhor jogador de futebol do século XX pelo Comitê Olímpico Internacional, sem jamais ter disputado uma olimpíada.

Vai deixar um legado de competência, genialidade e acho que todo jogador de futebol que joga na posição de atacante deveria assistir todos os vídeos dos jogos do Pelé e procurar seguir as suas jogadas geniais e estratégicas.

E deveria entender também que jogar futebol tem duas premissas importantes:  precisa ter conhecimento técnico aprimorado aliado a uma condição física absurda. Ser melhor a cada jogo.

É isso aí!

Tenho mentalizado muita saúde para o rei e quero deixar registrado aqui uma saudação, que também pode funcionar como um mantra para ecoar por todo o planeta: Viva, Pelé!

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