Ah, essa tal de autoconfiança…

Pet com autoconfiança se vendo no espelho como um leão

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Na última postagem, “Você pode mudar sua vida, mas precisa querer”, eu disse que seria importante reforçar a sua autoconfiança se quisesse mudar suas crenças negativas sobre você mesmo. Pois bem, hoje vou te contar como começar a ganhar mais autoconfiança e conseguir mantê-la em meio aos inúmeros anseios diários.

Autoconfiança é algo que se conquista em diversas etapas

Para começar, precisamos aprender a nos conhecer melhor, identificar nossos valores e nossos pontos fortes. Em seguida, precisamos nos comprometer a superar nossos próprios limites, identificando as crenças limitantes e as mensagens restritivas, e, assim, conseguir nos libertar aos poucos da influência delas.

Só que, desenvolver sua autoconfiança dependerá também da sua capacidade de transformar seus sonhos em projetos, seus projetos em objetivos e seus objetivos em etapas realistas e viáveis.

Então, como ponto de partida ao tema, quero te fazer um questionamento: você se conhece de verdade?

– “Claro, Carlos! Isso é óbvio!”

Então, pode parecer óbvio, mas não é tão simples diferenciar o que somos realmente, o que gostaríamos de ser e o que os outros gostariam que fôssemos.

É, minha gente! Esse questionamento mexe com a nossa mente, mas se torna mais fácil, se analisamos os nossos pontos fortes. Porque quando reconhecemos os nossos pontos fortes, isso nos ajuda a encontrar os contextos pessoais ou profissionais em que podemos aproveitá-los ao máximo e ficamos mais confiantes de seguir em frente com nossos objetivos.

Mas Carlos, a que você se refere quando utiliza o termo “ponto forte”?

Refiro-me ao que você faz bem feito, às suas competências. Habilidades e conhecimentos que você adquiriu e continua a desenvolver e aquelas que nasceram com você. Isso significa considerar a sua formação, os seus conhecimentos teóricos. Depois, os conhecimentos que aprendeu na prática e por último os que aprendeu por que tinha interesse de aprender, de acordo com a sua personalidade.

Para ficar ainda mais simples, eu proponho que você dedique um tempo a fazer uma lista com suas competências, explorando diversas cenas da sua história profissional e pessoal.

Para te ajudar nesse exercício, gostaria que se fizesse três perguntas facilitadoras:

  • Em que situação as pessoas costumam me pedir ajuda?
  • Em que eu me destaco?
  • Quais as minhas habilidades que mais provocam elogios de outras pessoas?

Explore os diferentes contextos da sua vida, como suas práticas esportivas, suas atividades culturais, sua vida em família, seus relacionamentos de amizade, seu desempenho no trabalho; enfim, tudo o que compõe sua vida. E, a cada vez, pergunte-se o que você faz de melhor.

Seria bacana também que perguntasse para algumas pessoas do seu ciclo de relacionamentos.

Eu, por exemplo, ao me fazer essas perguntas, percebi que as pessoas ao meu redor me pediam ajuda quando queriam definir estratégias mais certeiras para bater uma meta em menor tempo, quando queriam que eu contasse sobre as técnicas que usava para sempre ocupar os primeiros lugares nos rankings de vendas das empresas em que trabalhava e quando precisavam de conselho sobre preservação da saúde física.

As pessoas gostavam também que eu contasse das minhas descobertas sobre o poder da mente, já que eu vivia fazendo cursos e indicando livros para que elas também aprendessem mais sobre esse tema e pudessem atingir os objetivos mais rapidamente.  

Análises e Conclusões

Através dessas análises, tirei as seguintes conclusões: eu tinha uma boa noção de criação e execução de um planejamento, era objetivo em minha análise das situações, era autodisciplinado para manter meu lugar no pódio, passava uma imagem de quem cuidava bem da própria saúde e sabia controlar a mente melhor do que as outras pessoas.

Ter identificado esses meus pontos fortes me permitiu avançar no objetivo de montar a minha própria empresa com mais segurança no meu potencial de realização de objetivos e me tornar um mentor de assuntos relacionados à longevidade, ao bem viver de bem com a vida e ao bom uso da mente.

Mas quando uso o termo “ponto forte”, também me refiro a suas preferências comportamentais. Ou seja, os comportamentos que você adota de forma espontânea, com facilidade e que exigem menos esforço de adaptação. Você talvez ainda não tenha consciência de suas preferências comportamentais e para identificá-las, o meu conselho é que preste mais atenção em seu comportamento no dia-a-dia. Analise algumas preferências comportamentais suas, como por exemplo:

  • Ao se deparar com um problema, você costuma dividi-lo com outras pessoas ou prefere cuidar dele por conta própria?
  • Tem facilidade em ouvir as pessoas ou tem pouca paciência para isso?
  • Para analisar uma situação, precisa de muitos detalhes ou consegue ligar os pontos rapidamente?
  • É ágil na tomada de decisões precisa ou precisa sempre de um tempo maior para pensar bem?

Depois que começar essa análise dos seus pontos fortes, não vai mais querer parar, pois vai começar a obter pequenas conquistas diárias que vão te ajudar a melhorar sua autoconfiança.

E eu nem vou lhe desejar “boa sorte”, porque a sorte não tem nada a ver com isso. É sua vontade, seu trabalho e sua autodisciplina que vão te ajudar a manter a sua autoconfiança no ponto certo para realizar as conquistas desejadas.

Por falar em autodisciplina, na próxima postagem falaremos sobre como esse elemento ajuda a transformar pessoas comuns em pessoas que se destacam e sobem no pódio.

Até lá!

Capa do livro Sua Mente, Seu Poder